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- A FAUNA

Quando se fala em fauna, tem obrigatoriamente de se falar da Serra do Larouco, dos montes e vales que a circundam e da própria Serra da Lagoa, situada na vertente sul da aldeia.
Na realidade, devido ao relativo isolamento de parte importante da sua superfície, sabe-se hoje, que por aí se mantiveram até muito mais tarde ou ainda persistem, algumas das espécies que mais nos atraem, como é o caso da águia-real, do lobo e até de alguns corços. Sabe-se também, que a cabra-brava, passou por aqui. A última referência referente à mesma, data de 1892, época em que frequentava, a vasta zona para além do Picoto (Marco Geodésico) ao longo da raia com a Galiza.
Porém, o já referido isolamento, que caracteriza toda a zona serrana e a protecção acrescida que deriva da própria natureza do terreno, permitiu a permanência de toda uma variedade de animais, com especial referência para as aves, destacando-se por estas paragens, para além da águia-real, os milhafres, a águia-de-asa-redonda, as corujas-do-mato, os mochos, os gaios, os melros, as pegas, as perdizes e tantas outras.
Quanto a répteis, é comum ver-se por aqui a víbora-negra, a cobra-d'água, o liscranço e o lagarto. Na parte que diz respeito aos mamíferos, predominam ainda no Larouco, alguns lobos e corços, lontras, fuinhas, coelhos-bravos, texugos, lebres, e javalis com fartura.

De entre as espécies referidas, existem algumas, que pela sua importância em termos estritamente conservacionistas - trata-se de espécies em perigo de extinção ou muito ameaçados -, pelas profundas relações que desde há muito mantêm com o quotidiano local e pelo modo como nós próprios as encaramos, merecem ser realçadas. Quantas histórias e quantas lendas se poderão contar, acerca do lobo, animal que desde logo se associa ao agreste da paisagem?...
Perseguido por todo lado e dado como extinto em grande parte do continente europeu, esta espécie, ainda vinga por estas paragens. Abatido como predador de gado, sobretudo ovino e caprino, sobrevivendo com dificuldade devido ao desaparecimento da caça maior, outra fonte importante da sua alimentação, e profundamente afectado pelas alterações ocorridas no seu habitat natural, o lobo é de facto uma espécie ameaçada. À fauna selvagem, há hoje também, que acrescentar uma espécie doméstica de elevado valor e que já faz parte da paisagem do Larouco: trata-se do gado barrosão, galego, penato, mirandês e ultimamente alentejano, que ali se encontra, designadamente durante os meses de verão, em regime livre
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